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Tudo bem que o dólar está em alta, mas isso não impede que você possa fazer uma viagem internacional. Um ótimo lugar para começar está bem pertinho daqui: Buenos Aires, capital da Argentina. Supercosmopolita, a cidade portenha tem de tudo e mistura a hospitalidade latina com ares que lembram a Europa. E o melhor é que dá pra ir de ônibus, evitando transtornos como as constantes greves aeroportuárias.
Para encontrar uma hospedagem em conta e que renda experiências legais, vale seguir as dicas da universitária Patrícia Spier:
Hostels têm aos montes por Buenos Aires. Somente no centro, no entorno do Obelisco, são dezenas. Geralmente, cozinhas e banheiros são compartilhados, mas há a opção de quartos individuais.
Como toda boa universitária, a Paty sugeriu a Av. Corrientes como um lugar para encontrar livros.
A avenida também e conhecida como Broadway Porteña, devido à quantidade de teatros (musicais fazem bastante sucesso por lá). Para completar, tem também outlets de marcas famosas, que vendem roupas e acessórios a preços módicos. A Calle Florida, que fica pertinho da Corrientes, completa o cenário com livrarias, lojas de CDs e DVDs (que também são bem baratos por lá) e cafeterias.
Ainda seguindo as dicas da Spier, não dá para visitar Buenos Aires sem conhecer as feiras de artesanato, como Palermo e San Telmo. Vende-se de tudo por lá, de conjuntos antigos de louça a gramofones. Todo sábado, em Palermo, os bares transformam-se em lojas que vendem roupas customizadas. A pechincha corre solta, fica a dica.
Outro aspecto característico das feirinhas é a arte de rua. Para onde quer que você vá, sempre há algum artista plástico ou músico a se apresentar:
Das feiras de artesanato, passamos para a Recoleta, área nobre da cidade. Um caminho tranqüilo leva até o cemitério do bairro, onde estão enterrados políticos e personalidades argentinas. As lápides são verdadeiras obras de arte, com esculturas feitas em mármore e granito. É na Recoleta, por exemplo, que está enterrada Evita Perón. Agora, para os que acham essa história de conhecer cemitérios um pouco sinistra, sugerimos uma visita ao shopping Buenos Aires Design, que traz o Hard Rock Cafe e lojas com conceitos modernosos.
Bom, de San Telmo até a Recoleta é uma boa pernada. Caminhar pelas ruas é até interessante para conhecer as belezas e peculiaridades do lugar. No entanto, para quem prefere evitar a fadiga e o bronzeado nada sexy de turista, as opções são o metrô (antigo, mas funciona), os ônibus (baratos, mas desconfortáveis) e os táxis (que brotam a cada levantar de mão e não cobram tão caro).
Com tantas alternativas de transporte, não tem desculpa para deixar de visitar os demais pontos turísticos, como a Casa Rosada, o bairro de Puerto Madero e o Caminito (nesse último, vá durante o dia e acompanhado, para evitar assaltos).
Quando bater a fome, a melhor pedida são as empanadas. Mas atenção: seja simpático com os garços e dê gorjeta, que é costume por lá. Outra dica é aprender um pouquinho que seja de espanhol, para não passar por apertos, como a nossa colega Bárbara Miszewski:
Por último, vale aquela dica de sempre: procure mapas e informações turísticas, mas também converse com os moradores locais e fuja do lugar-comum. Que te vaya bien!
